Visão geral das áreas de conservação
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Fotografia © João Barra Góias
A conservação da biodiversidade
é a chave da nossa sobrevivência
enquanto espécie e neste planeta.
"O ambiente natural fornece as condições básicas sem as quais a humanidade não poderia sobreviver.
A vida no planeta azul está contida na biosfera, um fino e irregular envelope à volta da superfície da Terra, a apenas alguns quilómetros de profundidade em torno do raio do globo terrestre. Nela, os ecossistemas purificam o ar e a água que são a base da vida. Eles estabilizam e moderam o clima da Terra. A fertilidade do solo é renovada, os nutrientes são reciclados e as plantas são polinizadas.
Embora os cientistas sejam agora capazes de apreciar a complexidade desta rede de processos naturais interactivos, ainda estamos muito longe de compreender como todos eles se encaixam. O que sabemos é que se alguma parte da rede quebrar, o futuro da vida no planeta estará em risco.
A diversidade biológica – a variabilidade da vida na Terra – é a chave para a capacidade da biosfera de continuar a fornecer-nos estes bens e serviços ecológicos e, portanto, é a política de garantia de vida da nossa espécie.
No entanto, enquanto espécie, estamos a degradar e, em alguns casos a destruir, a capacidade da diversidade biológica de continuar a prestar estes serviços. O século 20 assistiu a um aumento de quatro vezes no número de humanos e a um crescimento de dezoito vezes na produção económica mundial. Com estes surgiram padrões de consumo insustentáveis e a utilização de tecnologias ambientais prejudiciais. Somos agora mais de seis mil milhões e estamos a colocar tensões sem precedentes na capacidade de resposta do planeta. Pior ainda, os frutos deste crescimento estão divididos de forma extremamente desigual. Embora alguns desfrutem de melhores padrões de vida do que em qualquer época da história, quase metade da população mundial é injustificadamente pobre, vivendo com menos de 2 dólares por dia. Pior ainda, os pobres sofrem desproporcionalmente com os danos causados ao ambiente.
No século XXI, resistiremos ou cairemos na nossa capacidade de erradicar colectivamente a pobreza, garantir os direitos humanos e assegurar um futuro ambientalmente sustentável. A liberdade da carência, a liberdade do medo e a sustentabilidade do nosso futuro fazem todos parte da mesma equação.
A comunidade mundial reconheceu isso. Nos últimos dez anos, as Nações Unidas convocaram uma série de reuniões de cimeira e negociações para adoptar instrumentos jurídicos e programas de acção sobre questões fundamentais: educação, direitos das crianças, ambiente e desenvolvimento, direitos humanos, população e desenvolvimento, desenvolvimento social, o direito das mulheres, dos assentamentos humanos e da segurança alimentar. Os instrumentos jurídicos e políticos estão, na sua generalidade, em vigor. O que é necessário agora é garantir que sejam implementados.
A Convenção sobre Diversidade Biológica é um desses instrumentos. A Convenção foi aberta para assinatura na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em Junho de 1992. Entrou em vigor no final de 1993 e foi já ratificada pela esmagadora maioria dos países, para os quais lhes é agora um compromisso juridicamente vinculativo de conservar a diversidade biológica, de utilizar de forma sustentável os seus componentes e de partilhar equitativamente os benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos."
Klaus Töpfer
Director Executivo (1998-2006)
UNEP
© Secretariado da Convenção sobre a Diversidade Biológica, Abril 2000.
A conservação da diversidade biológica é uma preocupação comum da humanidade,
é parte integrante do processo de desenvolvimento,
e abrange todos os ecossistemas, espécies e recursos genéticos.
