COMO


Fotografia © João Barra Góias

Um acordo para a acção.

"Embora a preocupação com o ambiente seja uma constante na história, uma maior preocupação com a destruição ambiental e a perda de espécies e ecossistemas na década de setenta levou a uma acção concertada.

Em 1972, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Estocolmo) resolveu estabelecer o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA ou UNEP - United Nations Environmental Programme). Os Governos assinaram uma série de acordos regionais e internacionais para abordar questões específicas, como a protecção das zonas húmidas e a regulação do comércio internacional de espécies ameaçadas. Estes acordos, juntamente com os controlos sobre os produtos químicos tóxicos e a poluição, ajudaram a abrandar a onda de destruição, mas não a reverteram. Por exemplo, uma proibição internacional e restrições à captura e venda de certos animais e plantas ajudaram a reduzir a colheita excessiva e a caça furtiva.

Além disso, muitas espécies ameaçadas sobrevivem em jardins zoológicos e botânicos, e os principais ecossistemas são preservados através da adopção de medidas de proteção. No entanto, estas são acções provisórias. A viabilidade a longo prazo das espécies e dos ecossistemas depende da sua liberdade para evoluir em condições naturais. Isto significa que os humanos têm de aprender a utilizar os recursos biológicos de uma forma que minimize o seu esgotamento. O desafio é encontrar políticas económicas que motivem a conservação e a utilização sustentável, criando incentivos financeiros para aqueles que, de outra forma, utilizariam excessivamente ou danificariam os recursos.

Em 1987, a Comissão Mundial sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (a Comissão Brundtland) concluiu que o desenvolvimento económico deve tornar-se ecologicamente menos destrutivo. No seu relatório histórico, O Nosso Futuro Comum, afirmou-se que: “A humanidade tem a capacidade de tornar o desenvolvimento sustentável – para garantir que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades”. Também apelou a “uma nova era de desenvolvimento económico ambientalmente saudável”.

Sustaining life on earth
How the Convention on Biological Diversity promotes nature and human well-being

© Secretariado da Convenção sobre a Diversidade Biológica, Abril 2000.

 

 

A conservação da diversidade biológica é uma preocupação comum da humanidade,
é parte integrante do processo de desenvolvimento,
e abrange todos os ecossistemas, espécies e recursos genéticos.